27 de mai de 2010

De Blog em Blog - Preguiça












Em um reino muito distante, há muitos anos distantes também, vivia um rei, uma rainha e um príncipe. O reinado era muito tranqüilo. Desde a posse do então monarca, a região do reinado vivia sempre em paz e harmonia. Um reinado que não fedia nem cheirava. Uma população que não pedia e não se importava com a situação, que era sempre muito cômoda. Comida não faltava. Todos trabalhavam, tinham suas próprias casas e eram felizes assim (ou, ao menos, não eram infelizes).

O rei sabia que a sucessão do seu trono estava próxima e isso muito lhe preocupava. Para ser empossado, o príncipe precisava, antes de tudo, escolher sua princesa. Depois de escolhida, o príncipe seria coroado. A escolha da princesa acontecia em uma grande cerimônia que costumava durar dias ou até meses. O príncipe indicava sua pretendente e essa o acompanhava por vários dias de festas e rituais. Ao final, o príncipe, em uma cerimônia que durava mais alguns dias, comunicava a todos se ela seria a escolhida. 

O grande problema era a falta de paciência do príncipe em participar de cerimônias assim, tão longas e burocráticas. Até que das festas ele gostava, pois desde bem moço assumiu a sua condição de boêmio e vida mansa. Em dias atuais, seria chamado de malandro. Pra ele, os rituais não serviam pra nada, a não ser lhe ocupar o tempo que tinha para beber e festejar. 

A festa, então, foi armada e já estava tudo pronto para começar a homérica cerimônia. Do quarto do rei, lá de cima do castelo, o monarca, ao centro, apresentaria ao povo a pretendente do príncipe. No entanto, como bom malandro, o príncipe (de ressaca) estava impaciente com a demora de todo o processo. Tudo que queria era que aquilo terminasse logo para festejar. Subitamente, em meio ao discurso do seu pai, interrompeu a cerimônia, tomou-lhe a frente e gritou: “Ou seja, princesa: bora?”. 

A princesa, por mais desconsertada que tenha ficado, entendeu o recado e cheia de dentes disse: “bora!” O rei, sem entender o que acontecia, tentou tomar a frente e restaurar a ordem, mas o povo lá embaixo já estava em alvoroço. Os que não tinham entendido nada foram na onda dos que entenderam e começaram a festejar. Logo, todos perceberam que o príncipe havia aceitado a pretendente como sua princesa. Ou seja, festa.

O rei, depois de ver a “desordem” provocada pelo filho e já com a idade avançada, logo cedeu o seu corpo aos encantos da terra. A rainha, mais conservada e menos conservadora (além de sempre antenada aos estudos sobre o marketing, que já avançavam exponencialmente naquela época), percebeu que aquela mudança nos processos burocráticos da monarquia poderia ser benéfica pra imagem do novo rei, mais jovem e mais alegre. E foi assim que se instaurou um novo modelo de reinado. Menos complicado e mais direto.

Séculos depois, esse modelo prático ainda é invejado e copiado por todo o mundo. Nas empresas, nas escolas, nas casas e, principalmente, nas festas e noitadas da sociedade contemporânea, o Rei do Bora (como ficou conhecido) é lembrado e também muito homenageado por quase todos. Ontem mesmo, fiz uma singela homenagem ao rei. A menina era uma princesinha... Mas, agora, o problema é que não se fazem mais princesas como antigamente... Ou ela não sabia nada de história.



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