Certo dia, o "Tam Tam Apaixonado" planejou fugir com a amada. Mandou-lhe uma carta toda feita de palavras recortadas de jornal, pra caso o marido dela visse não descobrisse a sua origem, preservando assim a verticalidade do seu miúdo corpo. No outro dia, “Tam Tam” foi encontrado na horizontal, todo todo picotado, como frango de galinhada. É que, apesar de todo o esforço embutido nas palavras misteriosas, o maluco também assinou a carta, com nome próprio e tudo mais que lhe obrigava a escrita formal, inclusive, seu telefone (coisa que ainda nem existia).
E foi assim que também assinou a lápide, o túmulo, a lousa tumular, a velha campa, a sepultura, o sepulcro, o jazigo, a copa, dentre muitas outras coisas, fazendo dele o cara que mais assinou no Velho Oeste.