20 de mai de 2009

Mão



Um poema de nada.
Não é homenagem,
Não é sacanagem.
Não é.
Um poema calado.
Um silêncio com rima,
Ou sem.
Não diz.
Desdizer, também não.
Não é bom,
Nem ruim.
Não é caro
Ou barato.
Nao é.
Bonito, bem longe.
Feio, tão pouco.
De gente sã
Ou de louco, não é.
Um poemo que nada diz,
Quiçá contradiz.
Não fala do bem,
Nem também da maldade.
Não é de saudade.
Nem é com vontade também.
Não é de verdade,
Não mente.
Não é fantasia,
Nem realidade.
Cabeludo, barbudo,
Pesado, bem denso.
Careca, lavado,
Bem leve, ralado.
Não sei.
Cansado, malvado,
Bem quente, parado.
Ou não.
Nada de sentimento,
Nada de pensamento.
Que nada.
É coisa nenhuma.
De modo nenhum.
Não é caso algum.
É a mão.
O poeta passivo
Do meu poema de nada.
Sem ser obrigada,
Hoje é ela que escreve.

Um comentário:

Amanda de Faria! disse...

Adorei seu blog! Adorei esse poema!
Beijokinhas pra vc...
Tempão que não vejo vc nem seus irmãos! Manda beijo para o Rodrigo por favor!
Espero q estejam todos bem!
=*